quinta-feira, 9 de maio de 2013

Aula sobre Verbo - o Subjuntivo (atividades 7º ano)

Leia este poema, de José Paulo Paes:

Paraíso
Se esta rua fosse minha, 
eu mandava ladrilhar, 
não para automóvel matar gente, 
mas para criança brincar. 

Se esta mata fosse minha, 
eu não deixava derrubar. 
Se cortarem todas as árvores, 
onde é que os pássaros vão morar?


Se este rio fosse meu, 
eu não deixava poluir. 
Jogue esgotos noutra parte, 
que os peixes moram aqui. 

Se este mundo fosse meu, 
eu fazia tantas mudanças
que ele seria um paraíso
de bichos, plantas e crianças.
(In: Vera Aguiar, coord. Poesia fora da estante. Porto  Alegre: Projeto, 1995. p. 113.)


1. Provavelmente, ao ler os dois primeiros versos do poema, você se lembrou de uma cantiga de  roda muito conhecida. Quando um texto se relaciona com outro, dizemos que entre eles há  intertextualidade ou uma relação intertextual.
a) Escreva em seu caderno a 1ª estrofe dessa cantiga de roda com a qual o poema de José Paulo  Paes mantém uma relação intertextual.
b) Compare a 1ª estrofe do poema com a 1ª estrofe da cantiga. Qual delas:
 • apresenta uma preocupação mais social?
 • é mais sentimental?

2. As cantigas de roda são produções poéticas populares, de autores anônimos. Portanto, que variedade da língua se espera que seja empregada nesse tipo de texto?

3. Observe os verbos destacados nestes versos: “Se esta rua fosse minha, / eu mandava ladrilhar”.
a) Classifique-os quanto ao tempo e ao modo.
b) Entre esses tempos verbais não há uma correspondência rigorosa. Reescreva os versos, colocando os verbos nos tempos e modos exigidos pela norma-padrão.
c) Em que outras estrofes se verifica a mesma falta de correlação entre os tempos verbais?

4. Observe os verbos destacados nestes versos: “Se cortarem todas as árvores, / onde é que os pássaros vão morar?”.
a) A locução verbal vão morar é uma forma simples e coloquial que substitui, no texto, uma  forma verbal de acordo com a norma-padrão formal. Qual é essa outra forma? Qual o seu  tempo e modo?
b) Como se vê, o poeta preocupou-se em empregar a língua popular, coloquial. Considerando a  origem popular da cantiga de roda — texto a partir do qual o autor criou seu poema —, você acha que o tipo de língua escolhido é adequado ou inadequado? Por quê?

5. Nos contos de fada, sempre que lemos a expressão Era uma vez..., mergulhamos num mundo de  fantasia, onde tudo pode acontecer: príncipes viram sapos, bruxas malvadas se vingam de pobres  moças indefesas, etc.
Na língua, o modo subjuntivo também é porta de entrada para um mundo imaginário, o das  hipóteses e das possibilidades.
a) No poema “Paraíso”, qual é a palavra que nos faz adentrar esse mundo imaginário?
b) O poeta dá ao texto o nome Paraíso. Como é o paraíso imaginado por ele?
c) Ao conhecermos o mundo imaginário do poeta, podemos fazer uma suposição a respeito do  seu mundo real. Na sua opinião, como ele é?

Fonte: Português: Linguagens — William Roberto Cereja e Thereza Cochar Magalhães

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