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domingo, 14 de abril de 2013

Atividade de Interpretação da fábula "O Leão e o Rato", M. Fernandes


O leão e o rato (Millor Fernandes)

Depois que o Leão desistiu de comer o rato porque o rato estava com um espinho no pé (ou por desprezo, mas dá no mesmo) e, posteriormente, o rato, tendo encontrado o Leão envolvido numa rede de caça, roeu a rede e salvou o Leão (por gratidão ou mineirice, já que tinha que continuar a viver na mesma floresta); os dois, rato e Leão passaram a andar sempre juntos, para estranheza dos outros habitantes das florestas (e das fábulas). E, como os tempos são tão duros nas florestas quanto nas cidades, e como a poluição já devastou até mesmo as mais virgens das matas, eis que os dois se encontraram, em certo momento, sem ter comido durante muitos dias.
Com licença da expressão, estavam com uma fome animal. Disse o Leão:
- Nem um boi. Nem ao menos uma paca. Nem sequer uma lebre. Nem mesmo uma borboleta, como “hors-d’oeuvres” para a minha fome.
Caiu estatelado no chão, irado ao mais fundo de sua alma. E, do chão, onde estava, lançou um olhar ao rato que fez este estremecer até a medula. A amizade resistiria à fome?- pensou ele. E, sem ousar responder à própria pergunta, esgueirou-se pé ante pé e sumiu da frente do amigo (?) faminto. Sumiu durante muito tempo. Quando voltou, o leão passeava em círculos, deitando fogo pelas narinas com ódio da humanidade. Mas o rato vinha com algo capaz de aplacar a fome do ditador das selvas: um enorme pedaço de queijo Gorgonzola que ninguém jamais poderá explicar onde conseguiu (fábulas!). O Leão, ao ver o queijo, muito embora não fosse, de usual, um animal queijífero, lambeu os beiços e exclamou:
- Maravilhoso, amigo, maravilhoso! Você é uma das sete maravilhas! Comamos, comamos!Mas, antes, vamos repartir o queijo com equanimidade. E, como tenho receio de não resistir à minha natural prepotência, e sendo ao mesmo tempo um democrata nato e confirmado, deixo a você a tarefa ingrata de controlar o queijo com seus próprios e famélicos instintos.
Vamos, divida você, meu irmão! A parte do rato para o rato; para o Leão a parte do Leão. A expressão ainda não existia naquela época, mas o rato percebeu que ela passaria a ter uma validade que os tempos não mais apagariam. E dividiu o queijo como o Leão queria: uma parte do rato, outra parte do Leão. Isto é: deu o queijo todo ao Leão e ficou apenas com os buracos. O Leão segurou com as patas o queijo todo e abocanhou um pedaço enorme, não sem antes elogiar o rato pelo seu alto critério:
- Muito bem, meu amigo. Isso é que se chama partilha. Isso é que se chama justiça.
Quando eu voltar ao poder entregarei sempre a você a partilha dos bens que me couberem no litígio com os súditos. Você é um verdadeiro e egrégio meritíssimo! Não vai se arrepender! E o ratinho, morto de fome, riu o riso menos amarelo que podia, e ainda lambeu o ar para o Leão pensar que lambia os buracos do queijo. E, enquanto lambia o ar, gritava, no mais forte que podiam os seus fracos pulmões:
- Longa vida ao Rei Leão! Longa vida ao Rei Leão!
MORAL: Os ratos são iguaizinhos aos homens.


VOCABULÁRIO:
1) Encontre, no texto, palavras que signifiquem:
a) arrasou: ______________________ d) mordeu:
b) estendido: _____________________ e) com fome:
c) desviou-se:______________________ f) lábios:

2) Substitua os termos sublinhados por sinônimos
a) Isso é que se chama partilha.

b) Você é um verdadeiro e egrégio meritíssimo.

c) E, como tenho receio de não resistir à minha natural prepotência [...]

INTERPRETAÇÃO TEXTUAL
A) De quem é a fala que está entre parênteses nas linhas 1/2, 3, 4 e 5?

B) Por que, segundo o narrador, “os tempos são tão duros nas florestas quanto nas cidades”? Essa característica foge das fábulas tradicionais? Por quê? Qual a consequência disso para os animais?

C) O que fez o rato sentir-se ameaçado pelo leão?

D) Como o leão se descreve no 4º parágrafo? Você concorda com o perfil que ele traça dele mesmo? Por quê?

E) Qual foi o “alto critério” adotado pelo rato? Quem o denominou assim?

F) Observe que na moral da fábula, Millôr diz: “Os ratos são iguaizinhos aos homens”, ainda que, na fábula não tenha nenhuma presença humana.

ATIVIDADES GRAMATICAIS
1) Sublinhe os verbos nas frases abaixo e indique a qual conjugação pertencem.
a) [...] os dois, rato e Leão passaram a andar sempre juntos, para estranheza dos outros habitantes das floresta (e das fábulas).

b) Caiu estatelado no chão.

c) A amizade resistiria a fome? – pensou ele.

d) Sumiu durante muito tempo.

e) Você é uma das sete maravilhas.

f) O rato percebeu que ela passaria a ter uma validade que os tempos não apagariam.
g) E dividiu o queijo como o leão queria.

2) Complete com a pessoa gramatical adequada:
a) _______desistiu d) ______são f) ______voltei h) ______é
b) _______passaram e) ______caiu g) ______lambia i) ______dividiste
c) _______pensamos

3) Encontre no texto:
a) 2 verbos no presente:

b) 3 verbos no pretérito:

c) 3 verbos no futuro:

4) Complete as frases:
a) Verbos no ___________________ indicam algo que ainda não aconteceu.
b) Verbos no ___________________ indicam algo que acontece.
c) Verbos no ___________________ indicam algo que já aconteceu.

POSTADO POR FABI BEHLING, In: http://atividadeslinguaportuguesa.blogspot.com.br

Aula sobre o gênero Fábulas

O que é Fábula?

A fábula é um gênero textual que, geralmente, apresentam uma cena, vivida por animais, plantas ou objetos que falam e agem como se fossem gente. Elas são contadas ou escritas para dar um conselho, para alertar sobre algo que pode acontecer na vida real, para transmitir algum ensinamento, para fazer alguma crítica, uma ironia etc.

Leia a fábula abaixo, de La Fontaine:

O lobo e o cordeiro

A razão do mais forte vai sempre vencer
é o que diante vocês hão de ver.
Num límpido regato um dia
um cordeiro, sereno, bebia.
Eis que surge um lobo faminto:
– Como ousas sujar minha água?
diz o lobo com fingida mágoa:
– Logo vais receber o castigo
por assim desafiar o perigo.
– Senhor – o cordeiro responde -,
não te zangues: não vês que me encontro
vinte passos abaixo de ti
e, portanto, seria impossível
macular tua água daqui?
– Tu a sujas – diz o bicho feroz -,
além disso estou informado
que falaste de mim ano passado.
– Como poderia te ter ofendido
se não era nascido então,
e o leite materno inda bebo?
– Ora, ora, se não foste tu,
com certeza foi teu irmão.
– Não o tenho.
– Então foi algum dos teus:
pois que nunca me deixam em paz,
tu, teus pastores e cães;
necessária a vingança se faz.
E no fundo da floresta
com toda tranquilidade
o lobo devora o cordeirosem outra formalidade.


# Atividade de produção textual:

Agora você vai escrever uma fábula. Pense em alguma situação que envolve personagens animais. No final dessa história deve ser possível apreender algum ensinamento moral.

Atenção: Você não fará uma adaptação de alguma fábula já conhecida. Portanto, o seu texto deverá ser inédito. Você poderá utilizar algum provérbio ou ditado popular como a moral de sua história. Eis algumas sugestões:

“De grão em grão a galinha enche o papo.”
“Mais vale um pássaro na mão do que dois voando.”
“Quem ama o feio, bonito lhe parece.”
“Em terra de cegos, quem tem um olho é rei.”
etc.

# Atividade com intertextualidade



Observe a propaganda a seguir. Não se trata de um texto narrativo, porém faz referência à fábula que você acabou de ler. As fábulas, por serem textos tão conhecidos, muitas vezes, são utilizadas de forma intertextual. Intertextualidade é a relação que se estabelece entre dois textos, quando um deles faz referência a elementos existentes no outro. Esses elementos podem dizer respeito ao conteúdo, à forma, ou mesmo à forma e ao conteúdo.

Aula: Gênero textual "Fábula" (atividades)


O Leão e o Javali

Num dia muito quente, um leão e um javali chegaram juntos a um poço. Estavam com muita sede e começaram a discutir para ver quem beberia primeiro. Nenhum cedia a vez ao outro. Já iam atracar-se para brigar, quando o leão olhou para cima e viu vários urubus voando.
 - Olhe lá! – disse o leão. – Aqueles urubus estão com fome e espera para ver qual de nós dois será derrotado...
- Então é melhor fazermos as pazes – respondeu o javali. – Prefiro ser seu amigo a ser comida de urubus.
Moral: Diante de um perigo maior, é melhor esquecermos as pequenas rivalidades.
(Esopo. Fábulas de Esopo.)

Responda:
1) O que aconteceu ao leão e ao javali num dia muito quente?
2) Por que os dois começaram a discutir?
3) O que o leão viu ao olhar para cima?
4) O que o leão achou que os urubus iam fazer?
5) O que eles resolveram fazer?
6) Qual a moral da história?
7) Você já passou por uma situação semelhante?

A fábula que você leu é de Esopo, um escravo grego que viveu há muitos e muitos anos.
Fábula é uma narração fantástica, cujas personagens geralmente são animais.
Nas fábulas os animais pensam, falam e agem como seres humanos. Toda fábula encerra com uma lição de moral.
Encaminhamentos para a aula:
1º O professor lê o texto para os alunos;
2º Após a leitura o professor propõe que alguns leiam também em voz alta;
3º Na seqüência discute-se o que foi compreendido a partir da leitura
4º Os alunos respondem as questões.

Referência Bibliográfica
NEVES, Débora Pádua Mello. Caligrafia e ortografia. Coleção Eu Gosto. 1ºEd. São Paulo: IBEP, 2006. p.72-73.