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sábado, 18 de maio de 2013

Atividades sobre Sujeito e Predicado - 7º ano

Leia o poema a seguir, de Mário Quintana, e responda às questões de 1 a 4.

Ritmo

Na porta
a varredeira varre o cisco
varre o cisco
varre o cisco

Na pia
a menininha escova os dentes
escova os dentes
escova os dentes
                                               No arroio
                                               a lavadeira bate roupa
                                               bate roupa
                                               bate roupa

                                               até que enfim
                                                                se desenrola
                                                                                toda a corda 
                                                                                          e o mundo gira imóvel como um pião! 
(In: Vera Aguiar, coord. Poesia fora da estante. Porto Alegre: Projeto, 1995. p. 96.)


1. Observe as três primeiras estrofes do poema. Elas têm uma estrutura semelhante: primeiramente,
apresenta-se o local da ação, depois o sujeito da ação e, por fim, a ação praticada.
a) Que verso de cada uma das estrofes indica o local da ação? o primeiro verso
b) Qual é o sujeito da oração em cada uma das estrofes? 1ª: a varredeira; 2ª: a menininha; 3ª: a lavadeira
c) Quais são os verbos que exprimem as ações praticadas? varre, escova, bate
d) Que versos contêm o predicado desses sujeitos? varre o cisco, escova os dentes, bate a roupa

2. Observe o título do poema e perceba que, nas três estrofes iniciais, a repetição do predicado
produz um efeito sonoro, um ritmo.
a) Crie uma onomatopeia para imitar o som sugerido em cada estrofe.
b) Dos sons produzidos, qual é o mais forte? O produzido pela lavadeira.

3. Releia as duas últimas estrofes do poema:
a) Qual o sujeito dos verbos desenrola e gira? toda a corda; o mundo
b) A palavra corda apresenta vários sentidos. Observe:

corda: s.ƒ. 1. fio ou cabo utilizado para amarrar; 2. fio de tripa ou arame dos instrumentos 
musicais; 3. mecanismo de funcionamento de relógios e brinquedos.


Qual o significado da palavra corda no poema?
arroio: regato, pequeno riacho.

4. No poema, o mundo é comparado a um pião.

a) Para pôr um pião em movimento, é preciso fazê-lo rodar com uma corda ou fieira. No poema,
que ações fazem o mundo entrar em movimento até ficar girando como um pião?
As ações das pessoas, em seu trabalho ritmado (varrer, escovar, bater), criam o impulso para fazer o mundo girar.
b) Explique essa aparente contradição: como pode o mundo girar se ele está imóvel?
 O movimento do pião e do mundo é contínuo e uniforme, de modo que não o notamos.

5. É comum empregarmos o pronome na função de sujeito para evitar a repetição de termos.

Nas sequências das orações seguintes, elimine os pronomes que exercem a função de sujeito e
ligue as orações com as palavras ou expressões indicadas. Faça as adaptações necessárias.
a) Pedro só tem sete anos. Ele já faz cada pergunta... (mas) Pedro só tem sete anos, mas já faz cada pergunta...
b) O candidato fala muito bem. Ele convence qualquer eleitor. (tão... que)
c) Eles não vieram jantar. Eles não telefonaram para avisar. (nem) Eles não vieram jantar nem telefonaram para avisar.
d) Meu pai saiu muito cedo hoje. Ele tinha uma reunião com seu chefe. (porque)
e) Minha mãe chegou do trabalho. Ela viu aquela bagunça na sala. Ela me deu a maior bronca.
(quando – e) Quando minha mãe chegou do trabalho e viu aquela bagunça na sala, me deu a maior bronca.

6. Você aprendeu que qualquer palavra substantivada pode desempenhar a função de sujeito.
Assim, é comum, por exemplo, o locutor substituir um substantivo por um verbo, com a finalidade de realçar o sujeito, de dar-lhe mais ênfase. Observe esta situação:
A vida é muito boa.
Viver é muito bom.

Faça o mesmo tipo de substituição nestas orações:
a) Filho, a discussão nem sempre resolve. discutir
b) Em determinadas situações, o riso é o melhor remédio. rir
c) A pesca é o esporte favorito de muitos brasileiros. Pescar
d) O estudo e o trabalho são necessários a todo ser humano, mas também é preciso divertimento. Estudar e trabalhar / divertir-se
e) A briga não leva a nada. Brigar

Fonte: Português: Linguagens — William Roberto Cereja e Thereza Cochar Magalhães

Leia também:
Exercícios sobre sujeito e predicado
Atividade sobre tipos de sujeito (I) - 8º ano
Atividades sobre predicado

domingo, 12 de maio de 2013

Atividades sobre Predicado - 7º ano

Leia este poema, de Alcides Buss, observando sua estrutura visual:

Fio de fala
 A faca   corta.
 A faca   fala
 A faca   fala
 no seu   FA…
 A faca   corta
  no seu   CA…
  A faca   fala
 quando   corta.
  A faca   corta
  quando   fala.
— Você   afia
      o fio   da fala?
    Como   a nave
     corta   o ar,
    como   o vento
    corta   a face
       e o   remédio
    corta   a dor
    a fala   também
    corta   caminho
       pro   amor!
(In: Vera Aguiar, coord. Poesia fora da estante. Porto Alegre: Projeto, 1995. p. 34.)

1. Você deve ter notado que todos os versos do poema apresentam um espaço que separa algumas  de suas palavras. Olhe o texto na vertical e leia o 1º verso. O que sugere esse espaço?

2. Na 3º e na 4º estrofes do poema, o autor joga com palavras e com ideias. Levante hipóteses sobre  o que significam as frases:
a) “A faca fala / quando corta.” Resposta pessoal. Sugestão: Cumpre seu papel, que é o de cortar.
b) “A faca corta / quando fala.” Resposta pessoal. Sugestão: O mesmo sentido da frase anterior e, além desse, o de que a faca só sabe se “comunicar” com as  coisas de forma cortante.

3. Nesse poema, o corte espacial resulta num corte também sintático. Identifique um exemplo em  que:
a) o sujeito fica separado de seu predicado; Entre outros, “A faca corta”, “A faca fala”.
b) o verbo fica separado de seu objeto; Entre outros, “corta o ar”, “corta a face”.
c) o adjunto adnominal é separado de seu núcleo. Entre outros, “a nave”, “o vento”.

 4. O poema se chama “Fio de fala”. Esse título faz um jogo sonoro com a expressão fio da faca, isto  é, a parte afiada da lâmina. Contudo, considerando as ideias gerais do poema, há uma grande  diferença de função entre essas duas expressões.
a) O que faz normalmente o fio da faca? Corta.
b) No poema, qual é o papel do fio da fala? Une as pessoas para o amor.

5. Observe todos os verbos presentes no poema.
a) São significativos ou de ligação? Significativos.
b) Qual é o único tipo de predicado existente em todo o texto? Predicado verbal.
c) Conforme vimos:
 • O predicado verbal indica a ação realizada pelo sujeito da oração.
 • O predicado nominal indica qualidade ou estado do sujeito.
 Considerando essas afirmações, conclua: Por que há na construção do poema apenas o tipo  de predicado que você identificou? Porque todo o poema só trata das ações de cortar e falar, praticadas por diferentes sujeitos.

6. Embora o papel do “fio da fala”, no poema, seja unir, e não separar, o corte espacial foi mantido  até o último verso. Agora o poeta é você: invente outro final para o poema, criando um verso que  sugira visualmente a união proporcionada pela fala no amor. Respostas pessoais. Contudo, espera-se que o aluno  rompa o espaço  em branco existente no poema, centralizando o seu verso. Além disso, pode até unir formalmente as palavras (para reforçar a ideia de união). Exemplo: proamor, falamor ou fiodefalamor.

Fonte: CEREJA e MAGALHÃES. Português: Linguagens.

sábado, 11 de maio de 2013

Aula sobre Predicado II - 7º ano

Leia estes textos para responder às questões de 1 a 4:

TEXTO I
     Ele foi cavando, cavando,  cavando, pois sua profissão —  coveiro — era cavar. Mas, de  repente, na distração do ofí- cio que amava, percebeu que  cavara demais. Tentou sair da  cova e não conseguiu. Levantou  o olhar para cima e viu que,  sozinho, não conseguiria sair.  Gritou. Ninguém atendeu.  Gritou mais forte. Ninguém  veio. Enrouqueceu de gritar,  cansou de esbravejar, desistiu  com a noite. […] Só pouco  depois da meia-noite é que lá  vieram uns passos. Deitado no  fundo da cova o coveiro gritou.  Os passos se aproximaram. Uma  cabeça ébria apareceu lá em cima, perguntou o que havia: “O que é que há?”
     O coveiro então gritou desesperado: “Tire-me daqui, por favor. Estou com um frio terrível!” “Mas, coitado!” — condoeu-se o bêbado. — “Tem toda razão de estar com frio. Alguém tirou  a terra de cima de você, meu pobre mortinho!” E pegando a pá, encheu-a de terra e pôs-se a cobri-lo  cuidadosamente.
(Millôr Fernandes. Fábulas fabulosas. 12. ed. Rio de Janeiro: Nórdica, 1991. p. 12.)

TEXTO II
     Pirapemas, o povoado em que eu nasci, era um dos lugarejos mais pobres e mais humildes do  mundo. Ficava à margem do Itapicuru, no Maranhão, no alto da ribanceira do rio.
     Uma ruazinha apenas, com vinte ou trinta casas, algumas palhoças espalhadas pelos arredores e  nada mais. Nem igreja, nem farmácia, nem vigário. De civilização — a escola apenas. […]
     Vila pacata e simples de gente simples e pacata. […]
     A melhor casa de telha era a da minha família, com muitos quartos e largo avarandado na frente  e atrás. Chamavam-lhe a casa-grande por ser realmente a maior do povoado.
     Para aquela gente paupérrima éramos ricos. […]
     Não havia no lugarejo ninguém mais importante do que meu pai. Era tudo: autoridade policial, juiz, conselheiro e até médico. […]
     Era um homem inculto, mas com uma inteligência tão viva, que se acreditava ter ele cursado escolas. E, ao lado disso, uma alma aberta, franca, jovial e generosa, que fazia amigos ao primeiro contato.
(Viriato Corrêa. Cazuza. 27. ed. São Paulo: Nacional, 1997. p. 16-7.)

1. Em relação ao texto I, indique:
a) as personagens; o coveiro e o bêbado c) o lugar; um cemitério
b) o fato principal; d) o tempo. à tarde e à noite

2. Observe os verbos empregados no texto I.
a) Eles são, na maioria, verbos de ligação ou verbos significativos? São verbos significativos.
b) Classifique os verbos destacados nestes trechos do texto:
 • “Gritou. Ninguém atendeu. Gritou mais forte. Ninguém veio. Enrouqueceu de gritar, cansou de esbravejar, desistiu com a noite.” intransitivos
 • “‘Tem toda razão de estar com frio. Alguém tirou a terra de cima de você, meu pobre mortinho!’ E pegando a pá, encheu-a de terra e pôs-se a cobri-lo cuidadosamente.” transitivos
c) O que eles indicam: ação ou estado? ação

3. Observe os verbos do texto II.
a) Classifique os verbos destacados nestes trechos do texto:
 • “Pirapemas, o povoado em que eu nasci, era um dos lugarejos mais pobres e mais humildes do  mundo.”
 • “A melhor casa de telha era a da minha família”
 • “Para aquela gente paupérrima éramos ricos.”
 • “Era tudo: autoridade policial, juiz, conselheiro e até médico.” verbos de ligação
b) O que eles indicam: ação ou estado? estado

4. O texto I conta uma história, e o texto II conta como são o povoado, seus moradores e o pai do  narrador-personagem.
a) O texto I é narrativo, descritivo, argumentativo, científico ou instrucional? E o texto II?
b) Que tipo de predicado predomina no texto I? E no texto II? No texto I, verbal; no texto II, nominal.

Fonte: CEREJA e MAGALHÃES. Português: Linguagens.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Exercícios sobre Sujeito e Predicado

Leia a tira a seguir e responda às questões 1 e 2.
(Fernando Gonsales. FaSia de í Paulo, ii/7/2005.)
1) Nestas orações da tira:
"Nosso amor é impossível!”
“Já estou apaixonada por outro”

a) identifique o sujeito e o predicado de cada uma.
b) identifique o verbo de ligação de cada uma.
c) indique a função sintática dos termos impossível e apaixonada.

2) A frase do balão do 1° quadrinho tem duplo sentido.
a) Explique o duplo sentido, considerando apenas esse quadrinho.
b) No 2° quadrinho, por que o motivo dado para a impossibilidade do amor é engraçado?

Leia também:
Aula sobre Oração, Sujeito e Predicado
Aula: Introduzindo o assunto Sujeito e Predicado